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15 de out de 2014

Porquês de você não aceitar trabalhar de graça


Não importa se você é programador, designer gráfico, fotógrafo ou estudante universitário, você provavelmente já teve um pedido para trabalhar de graça. Os benefícios esperados devem ser a expansão de seu portfólio, a melhoria da sua marca ou ganhar uma experiência valiosa que você pode adicionar a seu CV. Meu conselho: não aceitar esses pedidos, não importa se forem feitos por uma empresa ou por um bom amigo.



Essa atitude poderia ser considerada radical mas vamos dar uma olhada no assunto. Existe alguém que vai ter um benefício financeiro por causa do seu trabalho? Deixe-o pagar por sua ajuda! Não importa se vai ser apenas uma valor pequeno, ainda que correspondente a sua eventual curta experiência.

Ainda não se convenceu? Continue lendo...

Prazo de entrega


Imagine uma situação: um bom amigo, vamos chamá-lo Paulo, lhe pediu para se reunir em um bar para fazer um logotipo para seu novo projeto (reparação de bicicleta, web design, etc). Sua resposta automática foi sim. Na manhã seguinte, você recebe duas propostas bem pagas mas que demandam tempo. Considerando suas prioridades, como classificar o pedido de seu amigo agora? Hmmm... muito provavelmente passa a ser a última prioridade. Talvez o pedido nunca será realizado. Pense nisso, ninguém pode exigir prazos para projetos baseados na “brodagem”.


Qualidade


Vamos presumir que você decidiu fazer um esforço incrível para fazer um logotipo para seu amigo antes de fazer o trabalho remunerado. Já passa da meia noite, seus olhos estão pequenos e vermelhos, você está extremamente cansado e com raiva de Paulo para incomodá-lo e a sua nova start-up. Logo antes do nascer do sol você é capaz de clicar no botão enviar... Ninguém se importa com o que está no arquivo anexo. Seu trabalho é feito, não é?

Relacionamentos


Não seja enganado, as expectativas de seu desempenho para um projeto não remunerado serão as mesmas que para um pago, quiçá maiores. Ninguém quer ouvir desculpas como: ". Não posso fazer milagres". Um cliente insatisfeito será sempre um cliente insatisfeito, não importa o quanto ele paga (ou não). Não há nada mais fácil do que perder essa amizade ou a reputação, dessa forma.

Esperança frustrada


Vamos dizer que você decidiu projetar o logotipo de seu amigo. Pretende incluí-lo em seu portfolio  e cobrar dinheiro por seus projetos futuros? Creio que não... Prefiro apostar que seus próximos projetos serão voluntária também. Afinal, por que lhe pagar já que você é famoso por trabalhar de graça?

Desenvolvimento pessoal


Você acha que vai aprender algo valioso nesse tipo de voluntariado? Algo que deve deve levar adiante? Gestores de grandes empresas, mesmo para aprender algo novo, sempre são pagos para isso. Na maioria dos casos o verdadeiro desenvolvimento acontece somente quando trabalhando em equipe em um grande, difícil e interessante projeto, que normalmente é pago.

Mercado


Você pode influenciar negativamente o mercado quando você trabalha de graça. Você provavelmente fará produtos de má qualidade (geralmente as pessoas colocam mais esforço quando pagas) e tirar o trabalho de profissionais. Se você não receber dinheiro, que você pode colocar em circulação novamente, fere outros empreendedores. No final, o voluntariado reduz o crescimento econômico.

Ou não? O que você acha? Você concorda?


2 comentários:

Cat Tomaz Style disse...

Muito bom! Concordo em gênero, número e grau! Para isso vale a velha máxima: "Tudo que é bom, custa caro!". Amei o tema e acredito que como formadores de opinião e alcançando um número tão elevado e heterogêneo como o da internet é nosso dever alertar e direcionar as novas gerações!

pi disse...

Trabalho com Publicidade no interior de Minas e a tabela do Sinapro não me serve de referência, mas de comparativo de quanto estou perdedo em cada trabalho. Cobro pouco, porque o mercado não paga mais e sempre, SEMPRE, tem um "eugência" que cobra muito, mas MUITO, menos. Mas mantenho dois princípios básicos: 1. não trabalho de graça para quem lucra com meu trabalho. Mas faço trabalho pro bono para uma ONG na qual confio e para a qual, se eu pudesse, daria toda a minha grana. 2. sempre cobro mais caro de amigos e parentes, porque amigos e parente são clientes chatos, que querem resolver as coisas e conversar sobre trabalho em festas e fins de semana.

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